segunda-feira, 11 de junho de 2012
Crónica: O Segredo dos Xutos & Pontapés
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Zé Pedro
Essa oportunidade aconteceu no passado dia 16 de Maio, num encontro organizado pela ETIC e moderado por Rui Miguel Abreu. Os moldes da conversa foram definidos logo aos primeiros minutos: enquanto Rui Miguel Abreu pedia aos presentes para se chegarem mais para a frente, Zé Pedro pegou na mesa que fazia de barreira entre "artista convidado" e "público" e afastou-a para o lado. Neste clima de proximidade, muitas histórias foram contadas: os dias em que começou como jornalista de música, a formação da banda, os altos e baixos num percurso já com 33 anos, até mesmo o nascimento do punk e do grunge.
Mas é da energia deste homem que não me vou esquecer. Zé Pedro sente-se profundamente grato por fazer aquilo que o apaixona e por pertencer à banda mais acarinhada pelos portugueses. Por isso, faz questão de responder pessoalmente ao email de um miúdo de 10 anos, carregado de perguntas para os Xutos. Acredita que a música só faz sentido enquanto processo de dar e receber. «Um músico, quando sobe ao palco, é um fio condutor. Temos de retribuir a energia que estamos a receber do público com o nosso empenho - nem que seja para uma plateia de cinco pessoas. Um artista que não consegue retribuir isso fica tonto, megalómano, egoísta.» Acredita que a arte é saudável quando esse fio condutor se liga também a outros artistas - sejam eles músicos, jovens designers ou profissionais de video.
Recorda-se da primeira coisa em que pensou, quando acordou depois da cirurgia: «em 15 dias ponho-me bom e consigo estar no Optimus Alive». E isto embora os médicos estimassem um recobro de 3 semanas. A paixão alimentou-lhe o corpo e deu-lhe alta, a tempo de subir ao palco do Passeio Marítimo de Algés. Trinta mil pessoas a aplaudirem à sua frente, «um baque» e a emoção que o fez chorar, a si e aos seus colegas.
A dada altura, pedi a sua opinião acerca do estado do jornalismo musical em Portugal. Esperava críticas sobre o que não temos. Recebi elogios sobre o que temos. Perante um copo meio vazio, Zé Pedro vê um copo meio cheio. E eu vejo uma lição de vida.
Crónica: Negócios com o Tempo
Na noite de sexta-feira, o Coliseu transformou-se em máquina do tempo para toda uma geração que viveu a adolescência nos anos 80. Até para aqueles que eram catraios, mas que, como eu, têm irmãos mais velhos que lhes despertaram o gosto pela música pop e para quem o Top Disco era tão importante como os desenhos animados. O que me levou a concluir: é tramado estar na casa dos 30 e ter a música como a paixão mais antiga. Porque se já estivesse nos 40, muito provavelmente teria assistido à glória da Sétima Legião no Pavilhão Carlos Lopes. Teria sido quase certo um lugar nas primeiras filas do Estádio José Alvalade, a ver David Bowie. Teria rumado a Madrid ou Barcelona e sido esmagado pela monumental Blond Ambition Tour de Madonna. Só que em 1990, ano em que se situam os ditos casos, os meus 13 anos não permitiram tamanhas aventuras. É tramado.
Enquanto a banda de Pedro Oliveira e Rodrigo Leão tocava a sua música e na nossa memória, dei por mim a accionar a imaginação. «Se soubesse o que sei hoje...» e pudesse negociar com o Tempo, estaria entre os que testemunharam o pulsar dançante e revolucionário dos Heróis do Mar, quando em 81 se estrearam no Rock Rendez-Vous. Seria até um nadinha mais ambicioso e rumaria à Londres de 79, para assistir à mítica (e única) digressão de Kate Bush. E não me perdoaria se perdesse a viagem até Nova Iorque, para transpirar na pista no Paradise Garage, com Lerry Levan ali mesmo, na cabine do DJ. Não fui mais atrás, para não trair o sentimento de pertença - neste exercício de evasão vale tudo até 77, ano em que passei a fazer parte desta realidade.
Pois a julgar pelo que aconteceu no mês passado em Coachella, caminhamos a passos largos para converter estes voos - da lembrança ou da imaginação - em coisas "reais". Durante a actuação de Snoop Dogg e Dr. Dre, surgiu em palco um convidado especial: nada mais que Tupac Shakur, o rapper cujo assassinato deixou consternada a comunidade hip hop, corria o ano de 96. Obviamente, era um holograma, mas a audiência ficou algures entre a perplexidade e a comoção. É dado assente que a memória e a "retro-mania" alimentam todo um negócio, que começou de mansinho nas compilações e estações de rádio temáticas. Tornou-se mais engenhoso e invadiu as salas de espectáculo - não foi há muito tempo que o Atlântico recebeu Kim Wilde, os ABC, Nik Kershaw e Belinda Carlisle, todos na mesma noite, num pack nostálgico com o rótulo “Here And Now”. Até aqui, tudo bem. Mas agora, começa a entrar no domínio do bizarro: o negócio da memória quer acordar os mortos.
Diz-se por aí que Tupac, o holograma humano, vai entrar em digressão pelos Estados Unidos. Que é o mesmo que dizer: já vamos poder pagar para ver palcos vazios. Daqui até termos James Brown ou Elvis a dançar na nossa sala, vai um pulinho. É esquisito demais para a minha cabeça. Prefiro a verdade 2D de uma imagem de arquivo. Ou os meus voos imaginários. Ou os Sétima Legião com rugas e cabelos grisalhos, a presentearem-nos com a sua real magia, no palco do Coliseu. Isto sim, pode causar-me arrepios.
Rui Clemente, Maio de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Crónica: Mastodon no Coliseu dos Recreios

Umas horas antes do início do espectáculo nas imediações da sala lisboeta, já os cafés se "vestiam de negro" e a muita cerveja era "peça decorativa" nas mesas. O sempre fiel público “metaleiro” entrava em estágio para um Coliseu que não encheu, mas que tinha grandes expectativas em torno da actual banda sensação do Metal.
As primeiras guitarras fizeram-se ouvir pelo quarteto de Portland Red Fang, que mesmo não sendo propriamente do lado mais negro da família, fazem um rock de “barba rija” e terminaram a sua curta actuação com o público a gritar bem alto o seu nome, sobre o contentamento de uma agradável surpresa.
Eis que no tempo de se pedir mais uma cerveja e fumar mais um cigarro, a introdução de “Dry Bone Valley” foi como uma sirene de alerta para a chegada dos “homens das cavernas” de Atlanta e o seguimento explosivo de “Black Tongue”, fez as delícias dos que desesperavam por ouvir ao vivo um dos álbuns mais elogiados pela crítica em 2011.
Sem interagirem uma única vez com público durante toda a actuação, os novos temas de The Hunter preencheram grande parte do alinhamento da banda norte-americana, mas não se resumiram à única “caçada” da noite. O lado mais “carniceiro” dos primeiros álbuns Leviathan e Blood Mountain fez-se sentir ao som de "Crystal Skull", "I Am Ahab", ou "Iron Tusk", e a viagem melódica de Crack The Skye também não ficou esquecida na arte de bem tocar “Ghost of Karelia”.
Tecnicamente perfeitos (não estivéssemos nós a falar de músicos de Metal), os solos de guitarra de Brent Hinds são daqueles que não se aprendem nos livros e a coordenação motora que sai da bateria “rudimentar” de Brann Dailor, faz-nos concordar com Lars Ulrich (Metallica), quando este afirmou que na actualidade Brann é um dos melhores bateristas do mundo.
Um ponto negativo foi a acústica do Coliseu (aspecto não muito recorrente numa das melhores salas do país), pois em nada ajudou as vozes que claramente são o “elo mais fraco” da banda fora de estúdio. Não fosse o coro do público durante “Curl Of The Burl” e poderíamos afirmar que até existiu uma certa apatia de quem por determinados momentos, parecia estar apenas a ouvir um concerto instrumental.
No final ainda houve tempo para o palco se encher de “tipos barbudos” com o regresso dos Red Fang no último tema “Creature Lives”, quando finalmente a linguagem ouvida foi além da música e dos microfones saiu um “obrigado, vemo-nos no verão!”.
Mastodon de respeito, numa noite de estreia que termina sobre a confirmação do regresso a Portugal dia 25 de Maio, na presente edição do Festival Rock in Rio.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Crónica: O Bom, O Mau E O Hype
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Crónica: Cortar Na Cultura É A Morte De Um Povo

terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Dealema: mini-tour de apresentação de “A grande Tribulação”.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Crónica - Nouvelle Vague na Arena Live do Casino de Lisboa

De regresso a Portugal, os franceses Nouvelle Vague marcaram presença no palco da sala de espectáculos do Casino de Lisboa, acompanhados de convidados bem conhecidos da música e televisão portuguesas, para a apresentação da sua reinvenção da Pop nacional da década de 80, o projecto Nouvelle Vague PT.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Crónica: 80 < 90

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Crónica: Smashed Head no Saramaga Rock
Setlist:
- "I Want It All" (Queen)
- "Cowboys From Hell" (Pantera)
- "Blackloud"
- "Enter Sandman" (Metallica)
- "Creature"
- "Braking The Law" (Judas Priest)
- "Let The Bodies Hit The Floor" (Drowning Pool)
- "Chop Suey!" (System Of A Down)
- "Broken Silence"
- "Peace Is Dead/Warriors Of The Hezbollah" (Kalashnikov)
- "Until The End"
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Crónica: Viva o Fado (Hoje e Amanhã)
Decerto compreendem e partilham da minha surpresa, não é normal passar-se tanto tempo a falar de algo que realmente interessa e nos leva a algum lado. A falta de hábito dos portugueses no que toca a encontrar cultura nos meios de comunicação não especializados leva-me ao segundo ponto: o Fado ser Património da Humanidade, só por si, não vale nada. Há cerca de um ano era o Flamenco que estava na posição do Fado e, já hoje, alguns membros da comissão que prepararam a sua candidatura desejavam melhor sorte aos portugueses como património Imaterial da Humanidade. Refira-se ainda que o Flamenco tem feito um esforço no sentido da modernização, quer seja por conta própria ou por fusão com outros estilos. O Fado, convenhamos, não mudou assim tanto e as fusões que têm surgido a conta-gotas são previsíveis e pouco arrojadas. Ou seja, há que promover agora o Fado como património da humanidade, caso contrário sete anos da vida dos autores da candidatura podem ficar comprometidos.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Crónica: Hindi Zahra - Acima De Tudo, Uma Opinião

terça-feira, 15 de novembro de 2011
Crónica: Capitães da Areia – Palco TMN ao Vivo
Crónica: Hindi Zahra Apresenta Handmade Em Lisboa

segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Crónica: Uma Surpresa Chamada Hindi Zahra
Teria bastado terminar a aula exactamente na mesma sala onde a começámos, mas acabei por trazer comigo esta experiência (tão agradável quanto inesperada) e o gosto de uma nova descoberta, para ouvir em muitas ocasiões futuras.
Crónica: Hindi Zahra Em Lisboa
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Crónica: Hindi Zahra No TMN Ao Vivo
Para quem lá esteve, aquele sorriso tão cedo não sairá da retina.
