Como se tratasse de um aniversário de uma pessoa - aqueles em que se faz uma festa e se convidam os amigos - os X-Wife chamaram a palco a deolinda Ana Bacalhau, o tigre lendário Paulo Furtado, o senhor das guitarras Tó Trips e o metronómico André Tentúgal. Ao longo de uma das noites mais quentes do ano, ainda mais quente para quem estava no TMN Ao Vivo, foram desfilando todos os singles da carreira da banda de João Vieira e companhia, com os trunfos "On The Radio" e "Rockin' Rio" a serem guardados para o fim, deixando ainda espaço para a apresentação do inédito "Retaliate". Pela sala, que em alguns momentos se transformou em pista de dança, o público reagia efusivamente ás suas preferidas: assinalam-se "Fireworks" e "Keep On Dancing", entre muitos pontos altos. Venham mais 10!
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Reportagem: X-Wife, 10 Anos Depois
Como se tratasse de um aniversário de uma pessoa - aqueles em que se faz uma festa e se convidam os amigos - os X-Wife chamaram a palco a deolinda Ana Bacalhau, o tigre lendário Paulo Furtado, o senhor das guitarras Tó Trips e o metronómico André Tentúgal. Ao longo de uma das noites mais quentes do ano, ainda mais quente para quem estava no TMN Ao Vivo, foram desfilando todos os singles da carreira da banda de João Vieira e companhia, com os trunfos "On The Radio" e "Rockin' Rio" a serem guardados para o fim, deixando ainda espaço para a apresentação do inédito "Retaliate". Pela sala, que em alguns momentos se transformou em pista de dança, o público reagia efusivamente ás suas preferidas: assinalam-se "Fireworks" e "Keep On Dancing", entre muitos pontos altos. Venham mais 10!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Reportagem: Record Store Day na Flur
Pelo quarto ano consecutivo, o espaço de Santa Apolónia juntou-se às centenas de lojas de discos independentes que, por todo o mundo, celebraram a arte da música. Efectivamente, quem entrou na Flur nesse dia, percebeu que este foi um Sábado atípico: mais pessoas a circular, discos a preços especiais, uma equipa de reportagem da RTP, lançamentos exclusivos (a par do EP de Rodrigo Cotrim, destacou-se a compilação Lisbon Bass) e um programa de concertos.
Finda a partilha de Tó Trips, com o Tejo ao fundo do corredor, a música saiu lá para fora. Na esplanada do restaurante Bica do Sapato, um palco improvisado acolheu o showcase da editora Cafetra. Rock de garagem, irreverência e uma média de idades que (no palco e em quase metade da audiência) não ultrapassava os 20 anos, tomaram conta do espaço com as actuações dos 100 Leio, Ème, Go Suck A Fuck e Smiley Face. Um banho de sangue novo, com alguns pingos de chuva à mistura, que encerrou com a energia contagiante das Pega Monstro (duas irmãs, guitarra e bateria apenas), à qual ninguém ficou indiferente.
A tarde terminou com um sorriso na expressão dos presentes e a sensação de "missão cumprida" por parte de Zé Moura, um dos responsáveis da Flur. "Não fazia a mínima ideia de como ia correr. Com a dita crise, a cada ano que passa, espero cada vez menos." Fosse a crise ou a ameaça de chuva, é certo que a afluência de pessoas este ano foi significativamente menor. "Mesmo assim", refere Zé Moura, "o dia foi muito bom, quanto a vendas. Melhor do que qualquer Sábado normal. Apesar de não ter vindo muita gente, estou muito satisfeito." Uma satisfação que não dependeu apenas dos números, mas essencialmente do espírito que na sua loja se fez sentir: "Notei que, este ano, houve gente mais interessada. Houve mais carinho".
http://www.flur.pt/
http://www.recordstoreday.com/
terça-feira, 24 de abril de 2012
Reportagem: Carbono: Entre Fumo E Discos
À Procura Da Rodela Preta Apesar da paixão pela iniciativa Record Store Day, João, entre atendimentos a clientes, refere que este dia em particular não é sinónimo de mais dinheiro em caixa: "é um dia como o Natal, temos mais pessoas na loja, mas estamos a fazer 20 por cento de desconto em quase tudo [vinil, CD, t-shits, DVD], algo que nos vale um lucro quase nulo". Enquanto ao nosso lado vemos clientes da loja a ouvir música através da alguns gira-discos disponibilizados ao balcão, João Moreira pega no jornal Metro para lamentar a cobertura deficiente dos media, "até falam aqui do Record Store Day, mas não referem o programa da Carbono; no entanto, mencionam aqui uma loja em Braga que, por acaso, já fechou". Os dias não são os melhores para o negócio da venda de discos. "Desde que comecei a comprar discos que fecharam muitas lojas em Lisboa, tantas que tenho dificuldade em enumerá-las. E nos últimos anos nem vale a pena falar", acrescenta João Moreira. Se o Record Store Day celebra o vinil enquanto objecto, será que o dono da Carbono sente que a rodela preta está de novo na moda? "Sim, o vinil é moda. Há, de facto, uma procura pelo vinil", apesar de, como sublinha João Moreira, ser "um objecto luxuoso, porque é caro e pouco prático".
O Record Store Day assinala-se de forma ininterrupta há quatro anos nesta discoteca e sempre com iniciativas diferentes. Em 2011, ofereceram-se brindes aos visitantes da Carbono que acertassem nas respostas a algumas perguntas atribuídas num sistema de "rifas com questões relacionadas com música", recorda-nos João Moreira.


