domingo, 27 de novembro de 2011

Crítica: J. Cole - "Cole World: The Sideline Story"

Columbia Records, 2011
Foi este ano, a 27 de Setembro que a Roc Nation (produtora criada por Jay-Z) lançou então o esperado álbum Cole World: The Sideline Story. Não gosta de ser comparado a Drake porque diz que não têm o mesmo objectivo quanto à mensagem que querem passar com as suas canções, o facto é que neste álbum de J.Cole há uma colaboração de Drake na faixa ‘In The Morning’, que por curiosidade também saiu no álbum de Drake. Este álbum é uma novidade porque é o primeiro de J.Cole e conta com participações de Missy Elliot em "Nobody’s Perfect", de Jay-Z em "Mr Nice Watch" e de Trey Songz em "Can't Get Enough", sendo que quinze das dezoito faixas foram produzidas e escritas pelo próprio J.Cole, o que o leva em muitas faixas a uma marca mais pessoal, como em "Breakdown", "Dollar And A Dream III" e "Lost Ones". "Work Out" foi o primeiro single a ser lançado, deixando apenas a expressão ‘ganda som’, mas para o estatuto que J.Cole quer, deveríamos dizer ‘isto vai ser um clássico’, de certeza que isso não vai acontecer em nenhuma das suas faixas do álbum, mas vamos dar-lhe o benefício da dúvida, afinal de contas, foi o grande ­­Jay-Z que o fez crescer, o que fez aumentar o número de controvérsias, pois há quem diga que foi esse facto que lhe deu o grande protagonismo para a sua grande revelação.

Mesmo não trazendo nenhuma novidade em termos de estrutura e quando algumas das faixas já são conhecidas das suas mixtapes, algumas já repetidas em algumas mixtapes produzidas desde 2007 (não estaremos cansados?) vendeu mais de 200 mil em sete dias, mesmo depois de se ter ‘espalhado’ na Internet, devido à fuga de uma loja de discos algures nos E.U.A.

Perguntamos porquê que "Who Dat" não foi incluído no álbum, afinal de contas é dos seus maiores êxitos.
Para quem estava à espera de um álbum bombástico, repleto de faixas novas e novas histórias, não o poderá dizer que assim é. Mas qualidade não lhe falta, não fosse a sua estadia permanente em alguns tops americanos desde o lançamento, de certo J.Cole veio para ficar.

4/5

Aparelhagem: Carlos Montês

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Notícia: ElecTronIC_Sessions

Will Pit-a-Pat e Souza são os nomes, ElecTronIC_Sessions o projecto.

Guilherme Sanchez, ou Will Pit-a-Pat quando entra na cabine, tem como lema "Tudo é possível! Nada é impossivél!" Ambicioso? Sim, mas a ambição pode levar-nos por muitos caminhos, e neste caso Guilherme parece estar a percorrer os melhores, Music Box, Fiéis ao Bar do Rio, Twin's Lx, entre outros clubes e bares são as casas que ele frequenta. Os seus Live set's também habitam a Rádio Oxigénio. Estilo de música? As mais variantes do House.



Filipe Souza, ou apenas Souza vem dos Açores já com um reportório alargado, com tempo de antena na TOP FM, tendo já passado por espaços como o Fairplay, Jiggy Beach, Eclipse, entre outros, participado em eventos organizados pela Azores Events e a Dream Zone, partilhado cabines com nomes como Saeed, Pete tha Zouk, enfim, uma descrição recheada. Souza toca desde comercial a electro, viajando também por progressive até drum & bass e dubstep.



Ambos alunos da ETIC, partilham a responsabilidade do projecto ElecTronIC_Sessions, com o objectivo de "unir pessoas com valências diferentes e aplicarmos o conceito criado por elas no mercado de trabalho, valorizando e publicitando a ETIC e oferecendo experiências profissionais que podem servir de ponte entre a escola e o mercado de trabalho." Uma premissa interessante para todos os alunos da ETIC, com cujo apoio estes dois DJs esperam contar.

Ao virar da esquina está 15/12/11, a próxima sessão de Will Pit-a-Pat e Souza, no Bar do Cais.

Em breve, uma entrevista e mais detalhes quanto às ElecTronIC_Sessions.

Notícia: Concertos Completos Do SWU

Mais que uma notícia, este artigo pretende ser uma partilha de alguns concertos que descobri recentemente no You Tube (não faço ideia se a partilha destes é legal ou não, mas o que interessa é mesmo a oportunidade de os ver).
Se, como eu, esperam ansiosamente pelo dia em que os Down voltam a Portugal, eis aqui uma amostra do poderio e forma do colectivo de Phil Anselmo e companhia que neste concerto apresentou o álbum NOLA (1995) quase na totalidade. No final há ainda o habitual bónus com os Loaded de Duff McKagan a concluírem "Bury Me In Smoke":



Já os Alice In Chains apresentaram um alinhamento bem mais extenso do que no concerto no Optimus Alive 2010, que, se bem se lembram, pecou por curto. Houve ainda espaço para a homenagem da banda aos membros já desaparecidos Layne Staley e Mike Starr:



Este, diz-se que pode ser o último concerto dos Sonic Youth. A ver vamos...



No mesmo site, estão disponíveis outros concertos do evento brasileiro, tais como Faith No More, Megadeth, Stone Temple Pilots e Primus, entre outros. Com este artigo apresento também, de uma rajada, três banda pelas quais sou maluquinho - caso isto interesse a alguém...

Aparelhagem: Hugo Tomé

  • We Were Promised Jetpacks - "Act On Impulse" (In The Pit Of The Stomach) 2011;
  • Radiohead - "Idioteque" (Kid A) 2000;
  • Joy Division - "Disorder" (Unknown Pleasures) 1979;
  • New Order - "Ceremony" (Movement: Collector's Edition Bonus Disc) 2008;
  • Motorama - "Ghost" (Alps) 2010;

Aparelhagem: Carlos Montês

domingo, 20 de novembro de 2011

Notícia: Feist Em Lisboa, Porto


Feist vem festejar a Portugal o seu mais recente Metals, sucessor de The Reminder (2007).

A cantora canadiana está de volta a 18 e 19 de março, no Coliseu de Lisboa e no Coliseu do Porto respectivamente.

Os bilhetes estão à venda desde o dia 11 de novembro.

Para quem prefere ficar em pé, o preço será de €27 em ambos os locais, os mais comodistas poderam escolher até aos €32.

As portas abrem às 20h00, e o espectáculo terá início às 21h00 tanto em Lisboa, como no Porto.

Aqui ficam dois singles, o já conhecido "1234" e o ainda por apresentar em Portugal "How Come You Never Go There".

http://youtu.be/ABYnqp-bxvg

http://youtu.be/I2uVRMBD5RY

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Crónica: Hindi Zahra - Acima De Tudo, Uma Opinião


Quarta-feira, 9 de Novembro, uma noite de estreias.

Primeira aula com o Rui Miguel Abreu, primeira vez na Sala TMN ao Vivo, e a primeira vez que oiço o nome Hindi Zahra.

O palco está montado, a iluminação à medida, a sala composta, não muito tímida mas descontraída o suficiente para não haver qualquer desconforto, pois todos sabemos o quão incómodo é um empurrão aqui, uma cotovelada ali.

O relógio ronda as 22h00, o cansaço insuportável e o sono ameaçava fazer-me desistir mesmo antes do começo. Todo o concerto é uma memória enevoada, entre o sonho e a realidade, e se a realidade não me falha Zahra faz-se seguir por dois guitarristas, um baixista, um baterista e uma percursionista. A vocalista, Zahra, apresenta-se, as guitarras ressoam e o espectáculo começa.

Na minha cabeça oiço-a por vezes perto, por vezes longe, e não digo isto como metáfora para a minha incompreensão das músicas cantadas em berbere, a sua língua nativa, mas sim pela onda de exaustão que se impunha em mim. Peço ajuda à parede mais próxima e concentro-me novamente. Olho em meu redor e dou conta de que Zahra, com a guitarra em mão também o público ela segurava, a adesão era total, ou tanto quanto a iluminação me permitisse observar.

O concerto vai a meio e o grupo não mostra sinais de desistência, alguns temas são-nos apresentados em versões mais intimistas, acústicas, apenas com Zahra e a ajuda ora de um membro ora de outro. A meio do espectáculo as influências vão-se desvendando - música berbere, jazz, folk, blues - nunca se tornando aborrecida ela pinta-nos uma fusão de ritmos, uns mais misteriosos, soturnos, outros mais coloridos nunca deixando de hipnotizar o público.

O concerto aproxima-se do fim. Neste ponto eu já flutuava, o meu corpo terreno jazia morto e eu deixava-me levar pelas melodias orientais de Zahra.

A última música acaba, mas todos sabemos que a última é sempre mentirosa e após os já esperados gritos e assobios que chamam pelo encore o palco enche-se novamente. Duas músicas mais tarde, Zahra, uma personalidade elegante e carismática canta-nos um simpático obrigado.

Volto a mim, o meu corpo obedece-me, as ideias começam a formar-se e esta opinião começa a nascer.

Hindi Zahra provou-se uma estreia agradável, não o meu género, confesso, com a sua música do mundo, orelhuda no seu próprio molde.

Se ao menos a minha viagem a Marrocos tivesse sido tão mágica como Zahra o leva a crer…

Notícia: Feist Ao Vivo Em Portugal


Portugal recebe novamente a visita de Feist, para dois concertos a acontecer em 2012, nos Coliseus de Lisboa (18 de Março) e do Porto (19 de Março).

Depois de uma primeira visita em 2008, a cantora e compositora canadiana regressa ao nosso país por ocasião da Metals Tour, digressão iniciada em Outubro deste ano e que apresenta o seu novo álbum, Metals.

Os bilhetes já estão à venda e os preços variam entre €27 e €32, para ambas as salas.

A antecipar este acontecimento, veja a actuação de Feist no programa Later with Jools Holland, apresentando "How Come You Never Go There", primeiro single de Metals.

Notícia: Entre'Tapas: Degustação Musical na ETIC

Evento acontece nos dias 22, 23 e 25 de Novembro. Fiquem a par de tudo o que vai acontecer aqui.

O bar da ETIC recebe nos dias 22, 23 e 25 de Novembro a iniciativa Entre'Tapas, que visa aliar à música ao vivo e ao teatro, uma série de petiscos tradicionais, como queijos e enchidos, regados com vinho. O programa de actuações é o seguinte:
22 de Novembro:
  • Peça Momentos Dramático Mas Pouco (teatro);
  • Miguel Raposo (música);
23 de Novembro:
  • Pas De Problème (música);
25 de Novembro:
  • Black Leather (música);
A entrada para este evento que se realiza na Rua D. Luís I, n.º 20 D - Lisboa, é gratuita em todos os dias. O serão começa pelas 22h30 e termina à meia-noite.
Ligações úteis:

Notícia: Feist Ao Vivo Em Portugal

Canadiana regressa a Portugal no próximo ano para concertos em Lisboa e no Porto.

Leslie Feist apresenta o seu mais recente álbum de originais, Metals, no dia 18 de Março no Coliseu de Lisboa e no dia seguinte no Coliseu do Porto. O preço dos bilhetes, já à venda nos locais habituais, para a plateia em pé está fixado nos €27 para os dois espectáculos que têm início marcado para as 21h00.
De Metals, lançado no passado dia 4 de Outubro, já foi extraído o single "How Come You Never Go There", com vídeo para ver em baixo.


Ligações úteis:

Notícia: Música, Teatro E Degustação Na ETIC, Em Novembro


Em Novembro, o bar da ETIC abre as portas ao público e propõe três serões de degustação musical, teatral e gastronómica.

O evento Entre'Tapas, a decorrer nos dias 22, 23 e 25, servirá uma sessão de teatro (Momentos Dramáticos Mas Pouco) e a música de Miguel Raposo, Pas de Problème e Black Leather, acompanhados com aperitivos, tostas de frango e salmão, vinho e tábuas de queijos e enchidos.

Tudo isto, entre as 22h30 e as 24h00, na Rua D. Luís I, nº 20 D, em Lisboa. A entrada é livre.

Programa:
22/11: Momentos Dramáticos Mas Pouco (Teatro) + Miguel Raposo (Música)
23/11: Pas de Probleme (Música)
25/11: Black Leather (Música)

Notícia: EMI Lança Caixa Com Obra Integral Dos Heróis Do Mar


É já na próxima 2ª feira (21 de Novembro) que chega às lojas uma caixa com a obra integral dos Heróis do Mar, um lançamento que assinala o 30º aniversário da estreia da banda no palco do Rock Rendez-Vous.

Com o selo da EMI Portugal, Heróis do Mar: 1981/1989 reúne cinco CDs (os quatro álbuns de originais e um quinto com todos os singles e maxi-singles) e um DVD com videoclips e diversas actuações nos estúdios da RTP. A caixa inclui também um livro com fotografias inéditas e um texto da autoria de Jorge Pereirinha Pires, co-autor do documentário Brava Dança (2007), que traça a história da banda.

Até à data, grande parte dos álbuns dos Heróis do Mar encontravam-se indisponíveis no mercado. O público tem, finalmente, a oportunidade de revisitar a obra integral daquela que é hoje reconhecida como uma das bandas pop portugesas mais importantes de sempre.

CD 1
Heróis do Mar (LP, Polygram, 1981)

CD 2
Mãe (LP, Polygram, 1983)

CD 3
Macau (LP, EMI, 1986)

CD 4
Heróis do Mar IV (LP, EMI, 1988)

CD 5
Singles 1982 - 1987

DVD
Vídeos 1981 / 1989
1. "Saudade" (Actuação no programa “Eleições 82”)
2. "Brava Dança dos Heróis" (Actuação no programa “Passeio dos Alegres”)
3. "Amor" (Videoclip)
4. "Cachopa" (Videoclip)
5. "Paixão" (Videoclip)
6. "Só Gosto de Ti" (Actuação no programa de fim de ano 84/85)
7. "Supersticioso" (Videoclip)
8. "Alegria" (Actuação no programa “Presidenciais 1986“)
9. "A Glória do Mundo" (Actuação no programa “Presidenciais 1986“)
10. "Fado" (Actuação no programa “Vivámusica”)
11. "O Inventor" (Videoclip)
12. "Eu Quero" (Actuação no programa “Vivámusica”)
13. "Café" (Actuação no programa “Haja Música”)
14. Galeria de imagens

LIVRO com fotografias inéditas e texto de Jorge Pereirinha Pires.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Notícia: Entre'Tapas: Música E Teatro Na ETIC


Decorre nos próximos dias 22, 23 e 25 de Novembro o Entre'Tapas, um evento que acontece no bar de ETIC e que acolhe várias actuações musicais e um teatro.
O alinhamento deste evento é seguinte:
22 de Novembro:
  • Teatro com a peça Momentos Dramáticos Mas Pouco;
  • Música com Miguel Raposo;

23 de Novembro:

  • Música com a banda experimental Pás De Problème (sítio);

25 de Novembro:

  • Música com a banda de rock alternativo Black Leather (sítio);

A entrada para o Entre'Tapas é gratuita.

Notícia: Feist De Regresso A Portugal


A canadiana Leslie Feist regressa a Portugal para uma apresentação dupla do seu último álbum, Metals.

Os dois concertos estão agendados para os dias 18 de Março no Coliseu de Lisboa e 19 de Março no Coliseu do Porto.

O preço dos bilhetes ronda os €27 para a plateia em pé, e os €30 a €32 para camarotes e tribunas. Encontram-se disponíveis, já a partir de Sexta-Feira, Dia 11 de Novembro, pelas 10h00 nos locais habituais. A abertura de portas está marcada para as 20h00 e o início do espectáculo para as 21h00.

Após a conquista do reconhecimento internacional com Let It Die (2004) e as 4 nomeações para os Grammys com Reminder (2007). É sobre vários elogios da crítica que a cantora canadiana, passa novamente por Portugal.

Mais informações disponíveis nas páginas oficiais...

http://www.listentofeist.com/
http://www.myspace.com/feist
http://www.facebook.com/feist
http://twitter.com/feistmusic

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Notícia: Feist Em Portugal


Canadiana actua em Lisboa e no Porto em Março do próximo ano
Feist actua em Portugal nos dias 18 e 19 de Março de 2012, nos Coliseus de Lisboa e do Porto respectivamente. Com portas abertas às 20 horas e início do concerto às 21 horas, em ambas as salas, os bilhetes já se encontram à venda, nos locais habituais, entre os €27 e os €32.
Recorde-se que a canadiana Feist editou no passado mês de Outubro o seu quinto álbum, Metals, do qual já é conhecido o primeiro single, "How Come You Never Go There", para ouvir (e ver) em baixo.

Crónica: Capitães da Areia – Palco TMN ao Vivo

Sobre pleno Outono, uma certa ventania e uns quantos casacos, Os Capitães da Areia subiram ao Palco TMN ao Vivo em Lisboa no passado dia 11 de Outubro, para trazerem o verão de volta com o seu álbum de estreia, O Verão Eterno D'Os Capitães Da Areia.

Com uma Sala TMN composta e algo quente à sua espera, as primeiras vozes da reacção manifestam-se quando as luzes diminuem de intensidade e dão entrada em palco “Os Capitães dos Instrumentos”, entoando os seus primeiros acordes e ritmos de verão.

Quase que numa toada de warm up, uma ou outra cabeça já se movimenta na expectativa da entrada de destaque, reservada ao “Capitão da Voz”. Este não desilude e sobe ao palco poucos minutos depois, caracterizado pelo seu mundo de verão imaginário, “protegido do sol” por um chapéu curioso e pronto a cantarolar os requisitos essenciais para o livre acesso ao eterno verão dos Capitães.

O palco fica assim completo e o desfile de canções do trabalho de estreia da banda, apresentam uma mistura interessante entre um rock balanceado, ao estilo Indie dos tempos que correm e a tradicional Música Popular Portuguesa. De guitarras, a congas, passando por duas vozes femininas no coro… A boa disposição e o entretenimento fizeram parte da rota de navegação desta actuação, levando o público a uma agradável viagem, com destino final à “estância balnear” onde habitam mais uns filhos e netos dos Heróis do Mar… Imagem tão presente no rótulo da Amor Fúria.

Apesar de alguma sensação de monotonia sonora, apesar de algumas dificuldades de percepção das palavras exactas do “Capitão Pedro” em determinados momentos, todas estas sensações foram rapidamente esquecidas pelo dinamismo da banda em palco, pelo ritmo imposto durante toda a actuação e o completo à vontade do “líder da tripulação”, que transportou um ou outro mais exuberante do início, para mais de meia sala a dançar, finalizando sobre “o golpe” de um desfile pelo público entusiasmado, aos ombros do "patrão" Manuel Fúria.

Nota positiva para mais um nome com entrada directa no leque de bandas como, Os Golpes, Diabo na Cruz, Pontos Negros, entre outros… Atenções voltadas para a evolução deste movimento Indie Português, com forte aposta na preservação do sentimento patriótico, cultura e tradições, assente na possibilidade de estarmos a assistir a um novo “boom” do Rock Nacional.

Crónica: Hindi Zahra Apresenta Handmade Em Lisboa



Hindi Zahra, talvez não vos diga nada, como a mim também não, até inesperadamente ter assistido ao seu concerto na mais recente sala de espectáculos da capital, Sala TMN Ao Vivo a 10 De Novembro.

A marroquina, veio pela segunda vez a Portugal (a 1ª no Festival Sintra Misty), para dar-nos a conhecer em concerto com nome próprio o seu 1º CD Handmade (2010).

Entrando em palco com uma música serena e fazendo-se acompanhar por uma viola, sentiram-se as boas vibes que nos queria transmitir! Entra o resto da banda e conquista-nos cantando "Beautiful Tango", uma melodia que flui inocentemente e aumenta a emoção conforme se vai ouvindo. Não apenas numa doce voz, deu-nos a conhecer os seus dotes de guitarra, num momento em que pousou a viola e trocou o instrumento.

Foram óbvias as influencias soul, jazz, funk, indie pop, chamam-lhe o que quiserem, parece uma artista que "bebeu de várias fontes, do mundo inteiro" e juntou várias melodias, fazendo, a sua melodia, que nos transmite numa doce e sensual voz! A mesma que diz ter sido influenciada por artistas como Ali Farka Touré, Aretha Franklin ou 2Pac Shakur, canta em francês ou inglês ou berbere, nunca esquecendo as suas raízes, algo que se fez sentir em diversas canções.

"Hindi Zahra tem um gentil, original e ondulante sentido de melodia. Com um subtil e suave acompanhamento de guitarra, um traço de guitarras ciganas entre acordes e uma insinuação de blues. O tempo pára. Intenso, íntimo, com vibrações poéticas e timbre felino aveludado", escreve a promotora Uguru, que a representa em Portugal.

Radicada em França, a artista vencedora do prémio Constantin e um Victorie De La Musique, tem até ao final do mês vários concertos agendados, sempre em nome próprio, em diversos países. Sem duvida que Hindi Zahra é uma artista que tem tudo para conquistar a música e o mundo com as suas melodias cheias de boas vibrações.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Crónica: Uma Surpresa Chamada Hindi Zahra

São coisas assim que nos fazem perceber que estamos no lugar certo, à hora certa. Teria bastado o facto de estar na primeira - e tão esperada - aula de História da Música e ter o prazer de conhecer um profissional cujo trabalho sempre admirei, agora tornado meu professor para os próximos meses. Pois a estes ingredientes juntou-se uma surpresa, em jeito de desafio, lançado pelo Rui Miguel Abreu: "Querem terminar a aula a assistir a um concerto?". Se a minha voz interna fosse amplificada naquele instante, ter-se-ia ouvido um "WOW!" bem exclamado.

A noite estava mesmo "condenada" à surpresa e à novidade: o destino era o TMN Ao Vivo, uma das salas de espectáculo mais recentes da cidade, onde eu nunca tinha entrado; a artista que íamos ver dava pelo nome de Hindi Zahra, totalmente desconhecida ao meu ouvido.

Chegados ao local, fui-me ambientando e observando o palco já montado, as pessoas que chegavam, a amplitude de todo aquele espaço, o privilégio de ter o Tejo a escassos metros, Lisboa é cidade que se canta tão bem.

Logo as luzes baixaram, Hindi Zahra entrou em palco, deste lado a curiosidade era muita. Primeiro momento: apenas voz e guitarra, uma melodia suave, calor e conforto - como uma canção de embalar. Um início feliz, como que a convidar os presentes a deixar para trás o longo dia de trabalho (era uma quarta-feira) e as preocupações rotineiras, que iam ficando cada vez mais pequenas. À segunda música, no som e na palavra sentia-se uma declaração de amor. Dei por mim com um sorriso estampado na cara, aquele que temos quando nos sentimos apaixonados. Estava conquistado, portanto.


Na hora e meia que se seguiram, Hindi Zahra e sua banda serviram-nos as canções de Handmade (álbum de estreia editado em 2010 pela Blue Note), pratos exóticos de temperos ocidentais e norte-africanos, entre o jazz e a música berbere, o rock e a soul, a pop e a folk.

Uma fusão que vem incorporada na própria autora de 32 anos: nascida e criada em Marrocos, passando a viver em Paris desde os 15, Hindi Zahra é multi-instrumentalista auto-didacta e dona de uma voz jazzística ("the new Billie Holiday", escreveu a The Wire); em palco, emana o carisma de uma rock star, a sensualidade misteriosa de uma Sherazade, a alegria e espontaneidade de uma artista que está ali pelo amor à música. O público sentiu isso e deixou-se entregar aos momentos de paixão e amor, melancolia e alegria, tradição e fusão, separação e união, introspecção e celebração, emoções e estados de alma tão bem executados por Zahra e cada um dos músicos que a acompanharam.

Teria bastado terminar a aula exactamente na mesma sala onde a começámos, mas acabei por trazer comigo esta experiência (tão agradável quanto inesperada) e o gosto de uma nova descoberta, para ouvir em muitas ocasiões futuras.

Crónica: Hindi Zahra Em Lisboa

Erradamente, o que não falta são pessoas que têm a ideia da world music como algo altamente intelectual, cujos concertos se realizam em salas pequenas e com o público acomodado em cadeiras. Não foi o que se viu no passado dia 9 de Novembro no TMN Ao Vivo, noite em que Hindi Zahra e a sua banda actuaram naquela sala lisboeta. Apresentando o seu único longa-duração (Handmade, lançado no ano passado), a marroquina apresentou um alinhamento em crescendo: se no principio se fizeram ouvir os temas mais introspectivos e cantados em inglês, a partir do meio do espectáculo chegaram os temas mais quentes e animados, cantados, em alguns casos, numa qualquer linguagem berbere.
A crescente empatia criada com o público ali presente permitiu essa mesma actuação em crescendo, não só em termos de ritmos, mas também em termos de confiança em palco. As palmas, que de tema em tema iam sendo mais ruidosas, fizeram até com que tivéssemos direito a um encore e uma série de elogios por parte de Zahra: "estamos muito cansados e fartos de viajar, mas é em pessoas como vocês que encontramos forças para continuar", afirmou. Com efeito, a beleza e a voz de Hindi Zahra ficarão na cabeça de muitos que ali estiveram por muito tempo. Para mim, foram o pretexto inicial para ficar vidrado no palco a absorver cada momento daquele concerto - sim, porque até este começar, não tinha a mínima noção do que iria assistir naquela noite. Que fique registado ainda, que o acerto da banda ao vivo bem como a voz afinadinha de Zahra ao vivo não se encontrão em programas de talentos na televisão nem em qualquer concerto de um nome grande da música, seja ela pop, rock ou outra coisa qualquer.
Últimas palavras para a qualidade e bagagem de todos os músicos em cima de palco. A mistura de influências da música local com conceitos mais globais da pop, rock e soul funcionou, neste caso, perfeitamente. Afinal, a world music também é festa.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Crónica: Hindi Zahra No TMN Ao Vivo

Em noite de ameaça de chuva, numa altura em que o frio de Inverno já se instalava nas ruas de Lisboa, Hindi Zahra, cantora de origem marroquina, preparava-se para encher e aquecer os corações daqueles que ao TMN Ao Vivo se dirigiram. À beira Tejo, a cantora apresentou-se na primeira música de guitarra ao colo, porém foi ao segundo tema que Zahra convenceu a plateia já com todos os músicos que a acompanham em palco.
Num concerto de pouco mais de uma hora, a cantora enfeitiçava todo o público com o decorrer do espectáculo. A boa disposição entre os músicos em palco cativou e passava para quem os ouvia, criando-se uma empatia a largos passos durante o concerto entre músicos e público que enchia pouco mais de meia casa.
Muitos foram até ao concerto desconhecendo completamente a obra e a artista marroquina mas de certo que saíram de lá satisfeitos com um concerto para os mais diversos gostos. Desde a música étnica à rock/pop, com sabor a terra, à folk, passando pela blues e pela soul com a sempre certeira e 'maldita' world music, que cataloga tudo fora do eixo anglo-saxónico; tudo razões para se tirar prazer na audição daquela pérola da música do mundo naquele mesmo dia.
Hindi Zahra
não será dos nomes mais sonantes no que à world music dirá respeito mas que em palco se transforma subtilmente numa sedutora e encantadora de corações isso é certo. A melhor recompensa daquela noite foi a boa surpresa oferecida à maioria dos presentes.
Para quem lá esteve, aquele sorriso tão cedo não sairá da retina.