terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Hugo Tomé

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Aperelhagem: André Beda

sábado, 28 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Carlos Montês

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Hugo Tomé

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Crónica: Mastodon no Coliseu dos Recreios




O Coliseu dos Recreios com música “sem parar", na tão aguardada estreia em nome próprio dos norte-americanos Mastodon.


Umas horas antes do início do espectáculo nas imediações da sala lisboeta, já os cafés se "vestiam de negro" e a muita cerveja era "peça decorativa" nas mesas. O sempre fiel público “metaleiro” entrava em estágio para um Coliseu que não encheu, mas que tinha grandes expectativas em torno da actual banda sensação do Metal.

As primeiras guitarras fizeram-se ouvir pelo quarteto de Portland Red Fang, que mesmo não sendo propriamente do lado mais negro da família, fazem um rock de “barba rija” e terminaram a sua curta actuação com o público a gritar bem alto o seu nome, sobre o contentamento de uma agradável surpresa.

Eis que no tempo de se pedir mais uma cerveja e fumar mais um cigarro, a introdução de “Dry Bone Valley” foi como uma sirene de alerta para a chegada dos “homens das cavernas” de Atlanta e o seguimento explosivo de “Black Tongue”, fez as delícias dos que desesperavam por ouvir ao vivo um dos álbuns mais elogiados pela crítica em 2011.

Sem interagirem uma única vez com público durante toda a actuação, os novos temas de The Hunter preencheram grande parte do alinhamento da banda norte-americana, mas não se resumiram à única “caçada” da noite. O lado mais “carniceiro” dos primeiros álbuns Leviathan e Blood Mountain fez-se sentir ao som de "Crystal Skull", "I Am Ahab", ou "Iron Tusk", e a viagem melódica de Crack The Skye também não ficou esquecida na arte de bem tocar “Ghost of Karelia”.

Tecnicamente perfeitos (não estivéssemos nós a falar de músicos de Metal), os solos de guitarra de Brent Hinds são daqueles que não se aprendem nos livros e a coordenação motora que sai da bateria “rudimentar” de Brann Dailor, faz-nos concordar com Lars Ulrich (Metallica), quando este afirmou que na actualidade Brann é um dos melhores bateristas do mundo.

Um ponto negativo foi a acústica do Coliseu (aspecto não muito recorrente numa das melhores salas do país), pois em nada ajudou as vozes que claramente são o “elo mais fraco” da banda fora de estúdio. Não fosse o coro do público durante “Curl Of The Burl” e poderíamos afirmar que até existiu uma certa apatia de quem por determinados momentos, parecia estar apenas a ouvir um concerto instrumental.

No final ainda houve tempo para o palco se encher de “tipos barbudos” com o regresso dos Red Fang no último tema “Creature Lives”, quando finalmente a linguagem ouvida foi além da música e dos microfones saiu um “obrigado, vemo-nos no verão!”.

Mastodon de respeito, numa noite de estreia que termina sobre a confirmação do regresso a Portugal dia 25 de Maio, na presente edição do Festival Rock in Rio.




Aparelhagem: André Beda

domingo, 22 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Carlos Montês

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Crónica: O Bom, O Mau E O Hype

Texto publicado originalmente na edição n.º 840 do Jornal O Povo do Cartaxo, dia 16 de Dezembro de 2011.
Dois mil e doze chegou e, apesar de quase todas as maiores publicações já o terem feito, é chegado o momento do Ruído Alternativo revelar os seus 45 eleitos internacionais e 15 nacionais para melhor disco do ano. Decidimos fazê-lo, desde sempre, após do final do ano para não passarmos ao lado de nenhum lançamento do ano musical, algo que os que publicam a sua lista em Novembro não se podem orgulhar. O público em geral não dá a mínima atenção a estas listas, mas nós, os cromos que gostam de música, levamos a coisa muito a sério. De tal forma que todos queremos dar a nossa opinião e fazer a nossa própria lista, nem que seja para guardá-la só para nós. Teoricamente, com tantas listas publicadas em grandes instituições da imprensa nacional, internacional ou até em blogues de culto ou nem tanto, seria de esperar uma diversidade absurda de nomes. Não é bem isso que acontece.
Nos primeiros contactos que tive com este tipo de listas até fiquei algo surpreendido com as parecenças entre todas estas famosas listas. Arrisco a dizer que, nas publicações que se dizem generalistas, este ano chegamos ao ridículo de mais de 80% dos artistas se repetirem em todas as tabelas, estando apenas trocadas as posições em que são colocados. Claro que vão sempre havendo surpresas, mas na generalidade os nomes vão sendo os mesmos. Mas nem as publicações especializadas em determinados estilos de música estão a salvo desta generalização de escolhas. Veja-se o caso do heavy metal: há dois anos as revistas dedicadas a este género colocavam nas suas listas de melhores do ano dezenas de bandas de sludge e pós-metal (perdoem-me se vos estou a aborrecer), enquanto hoje o black metal europeu é rei neste tipo de listas.
Chego à conclusão que todas as publicações baseiam as suas escolhas principalmente em modas. A Pitchfork será, por ventura, um dos melhores exemplos para explicar o fenómeno que enuncio ao longo deste artigo. Trata-se de uma referência absoluta para qualquer melómano que se preze, mas, tal como a Wikipedia, devemos tomar precauções ao utilizá-la – embora tenha acontecido uma melhoria significativa nos últimos anos. O facto é que a Pitchfork não gosta de artistas estabelecidos que ainda não tenham dado por terminada a carreira. Tudo o que é novo e refrescante é que é bom, pelo menos no momento.
Embora não esteja completamente imune a este fenómeno, a cultura do mastiga e deita fora nunca me atraiu, como já fui deixando perceber desde que iniciámos este espaço n’ O Povo do Cartaxo. Nunca fui de modas: decidi ser do Benfica nos anos mais difíceis do clube; enquanto todos torciam por Schumacher, eu gostava era de Raikkonen e Webber; enquanto todos ouviam a Rádio Cidade eu ouvia a Antena 1.
Num ponto acho que estamos todos de acordo: algo que perdure no tempo é sempre melhor que um fenómeno passageiro. Fazendo um conveniente paralelismo, na música passa-se exactamente o mesmo que nos carros. Hoje todos querem salvar o planeta com o Toyota Prius, enquanto o pequeno Smart já é uma lembrança embaraçosa do passado. Eventualmente, a humanidade fartar-se-á do Prius quando descobrir que este não é assim tão ecológico e até é bastante feio. Eu continuo no meu veículo com quase 14 anos, a caminhar para clássico, sem me preocupar com as modas, pois sei que nunca falhará.
Não pretendo fazer deste artigo uma espécie de ode ao glorioso passado (sem rimas, claro), apenas alertar para o excessivo histerismo à volta de tudo o que é novo. Caso não haja esta cautela, a vossa nova banda alternative-post-pop-folk-indie-metal pode tornar-se num novo Smart na vossa vida.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Aparelhagem: André Beda

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Hugo Tomé

domingo, 15 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Carlos Montês

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Aphex Twin - Selected Ambient Works 85-92


Richard David James, mais conhecido por Aphex Twin , AFX ou Polygon Window (entre muitos outros nomes artísticos) é considerado por muitos como "a mais influente e criativa figura da música electrónica contemporânea".

Desde 1991, Aphex explora as sonoridades electrónicas, os novos instrumentos, novas dimensões musicais, dando formas aos sons. Em 1992 pela produtora belga Apollo, lançou o álbum Selected Ambient Works 85-92. Um álbum de música ambiente que explora também o techno, o acid e o drum n’ bass. Um álbum pioneiro no IDM( Intelligent Dance Music) e influente para o que viria a ser a música ambiente actual.

Este fã da electrónica experimental, brinca neste álbum com a textura e a melodia dos sons, transportando-nos para uma viagem arrebatadora e calma.

Treze faixas totalmente diferentes e originais que geram uma dificuldade em caracterizar e “rotular” este álbum. “We Are The Music Makers” conta com um dialogo da versão original do filme “Willy Wonka & The Chocolate Factory” ; “Green Calx” tem uma sonoridade um tanto estranha e misteriosa com batidas de acid; “Heliosphan” tem uma batida hipnótica e altamente viciante revestida por uma melodia dançante enquanto “I” é a música mais relaxante e curta. A qualidade do som não é das melhores e é também um pouco longo, mas para os interessados em descobrir Aphex Twin podem encontrar as remisturas de 2006 e de 2008 com um nível de qualidade superior.

Um trabalho revolucionário, minimalista e actual que pode ser ouvido em qualquer momento da vida. Um “must have” na prateleira de qualquer coleccionador…

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Criolo - Nó Na Orelha


Kleber Gomes ou como é conhecido Criolo deixou de ser Doido e gravou aquele que foi considerado pela Rolling Stone Brasil o melhor álbum de 2011: Nó na Orelha.

Com mais de vinte anos de estrada este é apenas o seu segundo álbum e dá um nó no mercado brasileiro e internacional com um disco arrojado e repleto de misturas e ritmos diferentes. Lançado primeiro online e só depois em vinil e CD, o “Nó” foi disponibilizado para download gratuito.

Cheio de composições poéticas, revestidas de ironia e sarcasmo, bem elaboradas e com conclusões simples e criativas, criticando a sociedade, a política e o quotidiano agitado da 3º maior cidade do Mundo.

Criolo expõe toda a sua alma em “Não existe amor em SP” uma música subtil, acompanhada por piano e um quarteto de cordas, faz uma homenagem à cidade de São Paulo, onde nasceu, com uma poesia rebuscada, denuncia as suas contradições, as desigualdades, a ganância e o exibicionismo.

“Bogotá” é a primeira música deste álbum que mistura funk, rap com um afrobeat tropical energético e contagiante.

“Linha da frente” faixa inteligente que utiliza “ATurma da Mónica” e as suas personagens para criticar o cenário politico brasileiro utilizando um brilhante jogo de palavras.

“Freguês da meia-noite” é uma melodia romântica com versos rimados e falados.

“Nó na Orelha” já é um fenómeno de popularidade no Brasil e Criolo mostra neste trabalho um génio criativo invulgar, especial sendo quase impossível defini-lo num único estilo. Cada faixa tem a sua própria identidade e o MC (como faz questão de ser considerado) reinventa-se em cada uma delas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Película: "Control" (2007)

Nas cinzas do Punk do final da década de 70, quando as botas e a rebelião deram lugar ao fato e ao "descontrole" da imagem de Ian Curtis.

O casamento e a paternidade prematura, a relação extraconjugal, a permanente procura pela aceitação da doença e a constante sensação de insatisfação pelo mundo exterior ao quarto isolado nos subúrbios de Manchester.

Do realizador holandês Anton Corbijn, a visão íntima sobre a ascensão e a queda da curta vida de um dos nomes mais enigmáticos e influentes da história da música.

"I've been waiting for a guide to come and take me by the hand,
Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man,
New sensations bear the innocence, leave them for another day,
I've got the spirit, lose the feeling, take the shock away". Ian Curtis (Joy Division - Disorder)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Hugo Tomé

. Kings Of Leon - "No Money" (Come Around Sundown) 2010;
. The Walkmen - "The Rat" (Bows + Arrows) 2004;
. The Boxer Rebellion - "Evacuate" (Union) 2009;
. We Were Promised Jetpacks - "Quiet Little Voices" (These Four Walls) 2009;
. Frightened Rabbit - "Square 9" (Sing The Greys) 2006;

sábado, 7 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Carlos Montês

  • Sublime - "Santeria" (Sublime) 1996;
  • Radio Moscow - "Creepin'" (The Great Escape Leslie Magnafuzz) 2011;
  • Alice In Chains - "Queen Of The Rodeo" (Live [Ao Vivo]) 2000;
  • Kurt Vile - "Baby's Arms" (Smoke Ring For My Halo) 2011;
  • Sidewalkers - "Realize" (Black Room Feel) 2011;

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aparelhagem: Hugo Tomé

. Foals - "Spanish Sahara" (Total Live Forever) 2010;
. The Temper Trap - "Sweet Disposition" (Conditions) 2009;
. College Feat. Electric Youth - "A Real Hero" (A Real Hero) 2009;
. Desire - "Under Your Spell" (II) 2009;
. Kavinsky Feat. Lovefoxxx - "Nightcall" (Nightcall) 2010;